sábado, 17 de março de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Que Bom o Amor Quando Por Mim Passa!


...que bom o amor quando por mim passa!
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Me pega, Me Leva Me Arrasta - Pleno!
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Enlevado!
Em Estado de Divina Graça!
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Sigo entre marolas de melodiosa ginga
E os aromas – que excitado!
O corpo amado exala!
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A lubricidade persegue o pudor!
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Comemora Amor!
Enquanto em mim celebra núpcias de provisória morada!
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Solidão silenciada ao fundo!
Desencontros soterrados sob um rumorejar de trompetes!
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Manto de corpos como um roseiral ao vento aflorando desejos
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Todos ao ritmo do séquito sinfônico embarcam por vias sinuosas seguindo teu desanuviado remelexo!
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Teus Lancinantes Bebericados!
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Teus trejeitos de guerra embalados sob o jugo do teu fêmeo requebrado!
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Teu olhar que tanto me encanta quanto me cerca
Quando me reencontra – Contra às Regras!
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...apresso minhas pernas estreitas e mal ocupadas
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Piso em falso ruas insatisfeitas que a minha frente deságuam
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...só para vê-lo cruzar colorindo o céu com tuas penagens!
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Avanço precipitado recolhendo os vestígios de tua passagem
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Todo o resto que fica em febre ferve!
Contorce-se! Agita-se!
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Porquanto inflamas
...em nosso breve corpo!
Essa fogosa chama que em nossa alma habita!
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domingo, 19 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Revista Entre Palavras


06 de fevereiro de 2012
Revista Entre Palavras
por Francisco Carrasco
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http://revistaentrepalavras.blogspot.com/2012/02/rui-mascarenhas.html
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Lanço-me à guerra!


Lanço-me à guerra!
Não conjugo à verdade:

É preciso que seja a casa da ordem da paz espiritual mais profunda

Sem anseios,
ou retornos.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Entrevista ao programa Perfil Literario - Rádio Unesp


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Entrevista ao Programa Perfil Literário, ACI – Unesp, em SP, apresentado pelo jornalista Oscar D’Ambrósio, Assessor Chefe de Imprensa da Unesp, em outubro deste ano. O tema central abordou o lançamento do livro Poemas de Amor Para Machos.
Entrevista 19/10/11:
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Uma primeira entrevista aconteceu em janeiro de 2010, a de número 549. Esse segundo link é:
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Entrevista 27/01/10:
549 PL_RUI MASCARENH..>
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Neste terceiro link, você encontrará um numeroso arquivo com as entrevistas da rádio. Encontre seu autor favorito, clique com o botão direito “salvar destino como” e escolha o formato, indico mp3.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

19/11 - Segundo Sarau Hebraica

Entrega dos Prêmios do
6  Concurso Literário
Ben-Gurion
Contos, crônicas, poesias e depoimentos
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Participação especial dos autores:
Barbara Leite
Autora de Caramelos e Almofadas
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Ricardo Kelmer
Escritor e roteirista.
Autor do romance O Insustentável Charme da Insanidade
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Caco Pontes
Poeta e artísta multimídia.
Autor de O incrível acordo entre o silêncio e o alter ego
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Rui Mascarenhas
Poeta e agitador cultural.
Autor de MEIOHOMEM e Poemas de Amor Para Machos
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Ana Ruche
Escritora, autora de Acordados, Rasgada e Sarabanda
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Analu Andriguetti
Jornalista, autora de A Matadora de Orquídeas
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Sérgio Maduro
Autor de Memórias de Baruc e No país da vaca amarela
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Curadoria:
Deborah K. Goldemberg
Mestre de Cerimônias:
Caco Pontes
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Palco aberto: Inscrições no local
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Serviço:
19/11 - Sáb - 17h
Segundo Sarau Hebraica
(11) 3818-8826 / 8802

Realização:
Departamento Social/Cultural/Biblioteca
O evento é gratuito e aberto a sócios e não-sócios.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011


Poemas de Amor Para Machos

Formato: Livro
Autor: Rui Mascarenhas
Idioma: Português
Editora: Annablume, Selo [e] Editorial.
Assunto: 1. Literatura Brasileira. 2. Poesia/Prosa Poética
Edição: 1ª  Ano: 2011

Posfácio: Antonio Vicente Seraphim Pietroforte
Foto de Capa: Flavus Régis
Santo Estevão - Escultura em bronze, Rodolfo Bernardelli, 1879,
Pinacoteca de São Paulo.

Televendas: (011) 3031-1754
Pelo site: Annablume
Escreva pra gente: meiohomem@gmail.com
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

sábado, 27 de agosto de 2011

16/9 - Sexta: Poemas de Amor Para Machos! Lançamento.

Amigos, em primeira mão comunico que na sexta, dia 16/9, às 19h30, o Selo [e] editorial (Annablume), estará lançando meu livro Poemas de Amor para Machos (o conteúdo: “só se vê na Bahia!”). Faremos uma pequena festa com um pouco de literatura, música e surpresas. Digo, faremos, porque será um lançamento duplo: SexTe(x)to, do poeta e músico Domenico Almeida, completa a noite.
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O encontro acontece no barco, em pinheiros, em noite de Obatalá, ali, num cruzamento da Rua Virgílio de Carvalho com a Teodoro Sampaio.
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Um especial agradecimento a todos que somaram ao projeto poético, particularmente, a Antonio Vicente Pietroforte, Eva Batlickova, Gustavo Bernardo, Ivan Antunes, José Roberto, Vanderley Mendonça, Paulo Carvalho, Steven Butterman, Flavus Régis, Euler Oliva, Marília Bueno, Marcelino Freire e Rogerinho, sempre presentes.
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"... ouvia pela primeira vez Rui Mascarenhas declamando uma poesia sua no Museu da Língua Portuguesa; em meio a alguns poetas bastante sérios, outros mais sisudos, os gri­tos de Rui vinham ao encontro de ares bem diferentes. Uma poesia para ser declamada – os versos no papel, que eu havia lido an­tes de ouvir, pareceriam depois uma partitura diante da música ao vivo. [...] Rui compõe de modo semelhante a Allen Ginsberg ou Roberto Piva, que, respectivamente, em po­emas como Uivo ou Eu vi os anjos de Sodo­ma, estabilizam um mote – seja esse mote uma frase, uma palavra, um fonema ou um tema – e a partir dele desenvolvem o fluxo entoativo."
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Do posfácio de Antonio Vicente Pietroforte
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Pode espalhar.  Axé!
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Rui Mascarenhas
Annablume (11) 3031-1754
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Serviço:
Sexta, 16/9 às 19h30
Centro Cultural o_barco
Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros
http://www.obarco.com.br/  (11) 3081-6986
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

NASCIDOS EM SALVADOR


Eu – Nascido em Salvador!
Bahia!
Brasil!

Paralelo tropical onde a natureza foi generosa!
O verde viçoso!
O sol pungente!
O mar preguiçosamente azul-turquesa estendido...

Langorosamente aquecido pronto posto para o meu batismo do amor sagrado!

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Com folhas exóticas remanescentes da Mata Atlântica à míngua!
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E vertiginosos salpicos de apimentados temperos com água de cheiro e pinga!
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Preenchendo os meus ouvidos amasiados que tudo em volta devoram enquanto gingam!
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Ao som rogatório de uma ladainha sincrética que a uns e outros desagravam e xingam!

Oh, magnífica expressão dos segredos emaranhados da Ordem Terceira do Santo Martirizado para a remissão de corpos esquálidos!

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Quase Queimados!
Quase Nutridos!
Quase Perfeitos!

...daí fui naturalmente crescendo e me exercitando em suas ruas de pesadas-pedras-paralelepipedais negras.


Uma Para Cada Escravo Negro!
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que veio de Gana!
que veio do Togo!
que veio do Benin!
que veio da Nigéria!
que veio das Guinés!
que veio da Libéria!
que veio da Costa do Marfim!

que veio do Zimbábue!
que veio de Moçambique!

que veio do Malavi!
que veio da Tanzânia!
que veio do Congo!
que veio de Camarões!
que veio de Angola!
que veio de Zâmbia!

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que veio do Sudão!
que veio da Etiópia!

que veio do Senegal!
que veio de Gâmbia!


...agora eternizados
Lado a lado - ajoelhados,
comprimidos, enterrados ali!

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...reverenciando minha passagem leve
sob uma língua de luz de rara intensidade
(que só se vê na Bahia!)

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Eu! Com os sentidos embevecidos!
Cheio de delicadezas e surpresas coloridas!
Subindo e descendo ladeiras insinuosas
com trajes que mal cabiam no corpo,
um corpo que mal cabia em mim,
o cabelo crespo com piolhos,
Sob Unção Divina!

Eu! Eterno! Invencível!
Seguindo os odores de nativos iluminados!
Herdeiros bastardos de Cada Pedra Negra Sob Esta Cidade!

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Todas Minhas Pérolas Negras Ajuntadas!
Meu Vasto Volteador Caminho De Pedras!

único-por-onde-chego-às-entranhas-do-meu-breve-coração


Porque Todos Os Caminhos São Falsos!
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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Deus criou a foto. O Diabo fez o filme.

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“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”, que amava a fotografia. Um dia o Diabo roubou as fotos, reuniu os homens e fez o filme.
E assim Deus criou o objeto real para o seu puro deleite por toda a eternidade. O Diabo entediado (mas muito sabido) criou a imagem – apostou na multiplicação da representação do objeto real a partir de um aspecto qualquer percebido, particular. Pondo as fotos em sequencia, descobriu o movimento. “No princípio”, a simples reprodução mental de uma percepção ou sensação experimentada. Em seguida, num devaneio criacionista, produziu o roteiro.
E organizou a cena, arregimentou os figurantes, trabalhou a imagem. Na labuta diária da criação artística (é incontinente o exercício de linguagem), deu novas formas ao ambiente criado por Deus. Materializou o verbo segundo suas intenções adequando-o às diferentes formas de suportes que, dia a dia, inventava (escultura, pintura, desenho, gravura..., filmagem...).
Foi no sétimo dia que o Diabo surrupiou-lhe as fotos.
Distraído, pois era dia de descanso, Deus flanava com o intuito de estalar os clicks para o registro foto-mecânico dos objetos criados para a eternidade. Fotografava a perfeição imutável, compartimentava o mundo em um conjunto de películas instantaneamente reveladas. E assim criou o extenso e variado arquivo real. Não viu que o Diabo planejava o furto pelo que daria expressão contra a inércia, o tédio, a apatia que estagnara o universo.
O Diabo preparou a cena, deu um plano geral na foto do paraíso, fechou nos personagens em contraplongée (de baixo pra cima): Adão e Eva bem próximos, a maçã entre eles. Em seguida, a câmera percorre formas perfeitas de corpos sarados, pungidos. Close nos pés entrecochados quando, de repente, a vistosa maçã, semiconsumida, cai entre eles.
Desgostoso, sentindo-se enganado, Deus expulsa todos do paraíso (e já não tinha as fotos). O Diabo havia lhes dado movimento.
O mais remoto Platão (428 / 347 a.C.), saiu em defesa dos homens apelando à tolerância divina. Especulava sobre o resultado da “imagem” que considerava como sendo uma “ideia” da coisa (do objeto), rematerializado na imcompletude das novas representações, sucessivamente. Resumia tudo como projeção da mente - matrix. Primazia da subjetividade do Eu na elaboraração do novo como continua recriação particular do “real” inalcansável. O homem divinizado e pretencioso alçado ao trono onde tudo se tornaria possível, exceto a plenitude.
Diferentemente, Aristóteles (384 / 322 a.C.), longe dos campos de papoulas ornamentais para os arranjos variados da imaginação, considerava, sim, a imagem como sendo uma representação do objeto real (teoria dos sinônimos?). Deus, na labuta dos nossos primeiros dias, onisciente, teria antecipando todas as coisas. Esse jovem acreditava na virtude do mais puro realismo, e que isso certamente afastaria os homens de uma infinidade de determinações e “viagens” que poderiam ocultar a essência do ser, de sua substanciosa natureza integral. Mas, para o Diabo, eram muitas as virtudes: uma para cada vício.
Um e outro, em seus domínios cognicíveis, se justificava. Mas ambos acreditavam que nos completariam em meio a esse combate de extremos, essa necessidade de criação/recriação, sinonímia/expressão enquanto vivos, porque viver é criar, haja vista tudo criado por Deus, exceto uma coisa: o tempo. Deus fez a foto. O Diabo lhe deu movimento, criou cena.
E foi no ócio de um longo dia que os homens tiveram demoniaca convocação. O Diabo determinou que se registrassse tudo sobre algum tipo de suporte utilizando as técnicas das artes visuais que logo seriam conhecidas. Ora exigia que se fixassem imagens de cunho figurativo, representando as formas existentes materialmente, ora que devaneassem fixando imagens abstratas em torno de novas possibilidades. Isso quando se extremava, menosprezando os objetos por Deus pré-concebidos.


...........E se valeu das técnicas para reconstruir as fotos roubadas (em conteúdo e forma). Considerava o contexto de produção dando-lhe alguma finalidade intencional, agregando sentido, materializando o sopro nos mais diferentes suportes.
Agora que seu progenitor os renegara, os homens distrinchavam a linguagem fotográfica, tramavam recompor o reino dos céus, a eternidade. E buscavam reproduzir com melhor qualidade estética e informativa.
            Mas Deus era perfeito, enquanto o homem impunha suas iniquidades à cena. O paraíso foi conspurcado. Proporções, cores, tons e textura compuseram a imagem às vistas de novos significados não previstos. Quanto mais procriassem filhos, netos, bisnetos de Adão e Eva, maiores seriam os elementos perceptivos compartilhados entre os humanos, maior a diversidade. Deus fora definitivamente desunificado.
Então os homens, dirigidos pelo Diabo, se apressaram para organizar e dividir os avanços conquistados sobre os novos territórios, as novas posses: com o ponto de vista referenciou a relatividade dos objetos; em linha, os conduziu; na forma, reverberou; nas texturas, sinergizou com a matéria; no espaço, dimensionou; em ângulo, determinou o tipo de abordagem; no enquadramento, selecionou; e com luz, climatizou a cena.
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Exilado, sem as fotos registro para toda a eternidade, e longe do paraíso furtado, Deus espera um dia ser repossuído. Enquanto isso se distrai horas sentadas nas nuvens assistindo o divertido movimento dado às suas fotos, os filmes pelo Diabo produzidos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Bahia! na Récita Maloqueirista (Vídeo)

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O poeta declamando o poema "Bahia" durante uma das inesquecíveis Récitas Maloqueirista
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terça-feira, 28 de junho de 2011

MEIOHOMEM - Receba em casa!


MEIOHOMEM
Eternidade, meu canto que fica!

Formato: Livro
Autor: Rui Mascarenhas
Idioma: Português
Editora: Independente
Assunto: Literatura Brasileira - Poesia/Prosa Poética
Edição: 1ª  Ano: 2007


Prefácio: Steven F. Butterman, University of Miami
Capa: André Seibel


Loja Virtual: Estante Virtual
Escreva pra gente: meiohomem@gmail.com
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Santo! Santo! Santo!

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...ah, esse revelador exercício de experimentação e amadurecimento!

...o toque com a ponta da língua virgem no caldo quente!

Sinta Esse Calor!
Em Fogo Brando o Eterno Nos Consome!

Que Venha! Que Venha!
Que me arreganhe as carnes!

Inunda-me os Sentidos!
Inflama-me à Percepção de Todas as Coisas!

 ......O olhar avança com beleza e graça,
...... como avança o orvalho tímido
...... varrendo fronteiras sobrenaturais de amantes,
...... transformando os odores de amores noturnos
...... em delicados miosótis matinais

- Para o Inferno Com Suas Cercaduras de Frio e Aço!
De Imediato! Eu Exijo!

...clamam nossas bocas vazias de todas as substâncias.

Que me fortaleçam os músculos da existência!
Alimentá-los! Adorná-los!

Abatê-los! ...solenemente às chamas que emanam à tua imediata presença!

É Manhã, Novo Dia!

...aos poucos me desfaço,
me desedifico - ganho rumo!

...vendo tua passagem breve iluminar o mundo!
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rm

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A sós comigo mesmo!


...eu cá, a sós comigo
mal me reconheço

deveras ontem eu era assim:

Tão decidido a qualquer coisa exata
Tão determinado a algo sem valor algum
Tão convicto que em mim guardava-se a herança de Reis e Senhores,
.......o plano inexistente
.......o fardo inefável das civilizações modernas

...mas hoje cedo, quase que da noite pro dia
tudo se perdeu de mim

...eu me vi acabrunhado
olhando meio que de lado, a luz
que pela janela o quarto despia

tive medo de levantar - Não Eu!
mas uns outros tantos que me obrigaram pelo caminho.
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MASP - Marcha da Liberdade!

"Tá na constituição" - foto Bruno Torturra Nogueira

MASP, às 14hs - HOJE!

É proibido proibir: Marcha da Liberdade
por Kenarik Boujikian Felippe, juíza de direito em São Paulo, secretaria da Associação Juízes para a Democracia
  
Escrevo. Mas não espalha
Bruno Tortuga Fonseca - Marcha da Liberdade

O kit "Escola sem homofobia". Tolerancia para diversidade.


Conheça aqui os vídeos que fazem parte do polêmico kit "Escola sem homofobia"

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pedrólatra!


Pegava-os pelos pés, literalmente.

Assim que chegavam ao pequeno altar localizado no topo da colina vaticana, ordenava que tirassem os sapatos. Na lata, direto - sem rodeios - como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ali, diante dele, tirar os sapatos podres sem qualquer constrangimento... E ordenava de modo pausado, preciso para que não se estendessem dúvidas.

Um após o outro eram deitados sobre a kepha cálida de mármore em formato de divã com medida exata que se estendia até a altura dos calcanhares deixando os pés suspensos no ar - bem diante do rosto - onde os encontrava Pedro, magnanimamente posto, para a absorção e guarda revelada de todo o percurso de cada indivíduo da vida deposto.

Com o máximo cuidado, sob o jugo da mais criteriosa atenção indisfarçada - como se Homero a se deter na coerência dos versos da Ilíada, Camões absorvido na trama dos lusíadas - investigava todo o conteúdo, os mínimos detalhes apegados aos contornos dos pés, sacando lentamente a meia (ainda quente), aproximando o rosto, absorvendo todos os odores condensados que lhe eram imposto - aos poucos - no primeiro instante que evaporavam relatando as intimidades do corpo que se desfazia em estado confesso - suas inglórias e os deslizes da vida pregressa.

Enquanto a vítima imobiliza, inspira toda a oferenda entre os lábios. O ar cálido minuciosamente filtrado, a língua num sibilar constante frita o soro comprimido produzindo micro bolhas de saliva que explodem em êxtase de gozo ao sabor dos signos revelados na sopa aquecida dos significados.

Helicoplava sobre o peitoral dos pés expostos, dos artelhos a cada detalhe excitante dos calos sobrepostos. Servida a flora a tira-gosto. Com a ponta da língua umedecida toca o mosto. E novamente retorna ao calor estagnado entre os dedos onde enfia o rosto mergulhando cada vez mais no dorso insidioso dos desejos, devassando – entre os lábios - o cerume enrustido, provocando evaporações precisas de fatos incrustados, reprimidos, inconfessos.

Em seguida espalha um pouco mais a saliva e num segundo toque, oscilando lentamente o pescoço, como ao ritmo dos cisnes, um valsar harmonioso, desliza a língua conduzindo a cabeça à deriva, subjugada pela investida das narinas.

E assim recebe todos sem distinção de raça, sexo, idade ou religião, obedecendo simplesmente à ordem de chegada.

Pouco a pouco os pés são minuciosamente investigados, revelados, revisados todos os segredos. Entre a ponta da língua e os dentes dianteiros nada escapa enquanto são mastigadas as leguminosas frieiras; provado o substancioso caldo guardado entre os dedos; o creme encravado sob as unhas consumido; o ardor lacrimejante do chuleiro embevecido; tudo muito intensamente e repetidamente imiscuido para que nenhum eterno erro ao ligamento seja deferido!

Os pelos do corpo de Pedro se eriçavam diante do manjar tamanha a entrega à correção dos fatos que se despregavam da carne em decomposto pasto. A língua se incumbia de não deixar escapar vestígios. Todo o caldo era antes degustado e finalmente consumido. Devassada a vida, era dado o veredicto.

Revelada a trajetória de cada indivíduo - ficavam ali, os pés. Todos, do mais infame ao mais querido, arquivados um a um num imenso panacum que São Pedro levava confortavelmente organizado à boca.

Dizem que esta é a sua paixão e com infinito afinco se dedica e que nunca faltou um dia sequer ao trabalho. Só de vez em quando reclama um tanto enciumado, destacando no cesto com a ponta da língua, os longuilíneos pés limpos de um santo homem muito misterioso, o Cristo redentor. Conta que de boa parte do trajeto, das andanças do seu passado - pouco havia sido guardado, muito por terra teria sido derramado quando uma tal de Maria, aos descuidados, ousou lavá-los primeiro.
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rm

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Blog Prof. Mascarenhas

Neste Blog, trataremos de:
Educação e das múltiplas Tecnologias de Informação e de Comunicação.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Blog Nascidos em Salvador

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Navegue pelos históricos mares dos nascidos em Salvador
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...trataremos de Bahia e Africanidade
...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cláudio


...e Cláudio?

Perguntei a um grupo de garotos lânguidos que se masturbavam aos berros!
Sobre espermáticas mesas de ferro!
Bramando a glória de relatos ousados e feéricos!
Ao longo da parelha de prédios maquiados e histéricos!

..... ...onde habita o ignominioso
..... Avoluma-se o sonho pecaminoso
..... Abundam fantasmas de jovens ditosos e peito liso
..... Chafurdam encarquilhados ogros na lama do vício...

..... Todos em lastimoso desconsolo e desafino no riso

– Não!! Eles disseram, torcendo-se em gozo

Talvez mintam...

E os ponho a correr:
– Encontrem-no, pois esta é a minha sede
e esse gosto amargo de absinto,
me deixa louco!

Pronto,
Lá se vão os garotos!
– Não o maltrate, eu lhes digo.

E o povo se ri de mim
Com um insuportável olhar, eles me fitam
Serei Bicho?

Saberei quando o encontrarem!

rm

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Neojiba - assim, como a Bahia é!


Orquestra Juvenil da Bahia

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Assim começou o povoamento na Bahia...

por Dimitri Ganzelevitch

Torre do Tombo é o local onde se guardam todos os documentos antigos. Está situada em Lisboa, junto à Cidade Universitária.

Sentença de 1587 - Trancoso, Portugal
Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Sentença proferida em 1587 no processo contra o prior de Trancoso
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres". Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior."

[agora vem o melhor:]

"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".

Dimitri Ganzelevitch
http://www.dimitriganzelevitch.blogspot.com/
dimitri.bahia@gmail.com

domingo, 13 de fevereiro de 2011

MARAÚ


A língua lânguida da onda lambe a areia de pele trigueira da praia de piracanga

desenhando raras arraias - montanhas e flores

retalho de colchas para os amores onde se deitam tiêta e josenilton

jorge gangazumba serve laurence das arábias

meus pés de veludo se esfarelam como toda beleza que o sol queima e desgasta

silhueta negra e esguia do belo nativo de Itacaré desponta sólido - empinado,
sinalizando os rochedos de minhas arrebentações

amo as pessoas que passam por mim e acenam

obrigado senhor por me trazer aqui São, Belo e Salvo

vários lábios de mar ainda somam à nossa frente,

à riste, mal vejo o farol de pau pequeno com preservada mata verde pubiana aos fundos

logo mais, em itacaré - aguardo
tudo muito simples e devasso

como quando nos pudermos dar-nos aos beijos e abraços

aproveitando o sol e o vento de cada manhã.

rm

domingo, 2 de janeiro de 2011

Gratidão do Povo!


Meu LUSO-AIMORÉ-SOTEROPOLITANIZADO!

Meu akunkelê Sagrado!
Do Meu Exército De Faunos Campanados No Largo Da Calçada!

...para o assalto à praia de Boa Viagem
Tomada do Bogari!

Sentinelado à sombra dos coqueirais do Forte de Mont Serrat
Esperando minha imagem caraíba moderna - Poderosa!

..... Mensageiro de amores distantes,
..... Frente à Procissão dos Navegantes,
..... Trazendo fragata solene
..... Com véus de palmas entrelaçadas
..... (sobras de vegetação nativa)
..... E bandeirolas,
..... Entre guirlandas de flores,
..... Que exalam perfumes de cores exóticas, Florescentes!

Magnífico Entalhe Sobre o Castelo da Proa:
Nosso Senhor Sagrado dos Silvas e das Conceições!

...das Yansãs Suntuosas com seus Terços de Contas Coloridas,

...entoado por marolas de cânticos crucifixos!

...cortejado por bravos guerreiros negros baianos que malemolejam com seus sexos fixos!

...rumo aos enlevos e formosuras da festa profana!

...............
- E é nóis na fita!
No caramachão do caralho da cesta da gávea de uma nau lusitana verde-branca-vermelha;

Com uma das mãos no florete em destaque, Pronto Para o Ataque!

Resgatá-lo, E A Todos!
Da monótona ociosidade provinciana,
Que se banha, se penteia, se alvoroça
À farra!

E paramentaduras de solenes marchas,
Aos olhos benevolentes e cândidos da Baía de Todos os Santos;

Fértil Incubadora da Diversidade de Minhas Múltiplas Espécies!

...para então, levá-lo por todos os mares de águas calorosas e gentis!

............... - III -

“Ah, coisinha linda do papai!"

Me dizia teu Pai - Meu Cactos Em Flor!
(ouvia instruções de convicções irregulares como um penitente voluntário)

- Sacode a Sucata de Tuas Apropriações Alheias!
Elas Não Te Pertencem! Não Te Pertencem!

...e volta à origem régia de tua natividade floral

...àquela mesma predecessora que ainda flutua em recôndidas vias itapagipenses

Minha Oferenda de Virgindade Eterna!

......
Avanço com todo o ímpeto de Capturá-lo! Raptá-lo! Devorá-lo!
...e apreendê-lo!
...degustar em ti, a herança intocada do outro que nos rodeia!

...libertar de tuas entranhas pavimentadas a verdade abundante dos mananciais cristalinos que fluem de ti!

Renascer em Ti!
(após tudo aquilo que contra mim depuseram)

...para o NÃO ENTENDIMENTO!
O Desonroso Plano da Solidão!

O Hediondo Aterro Sob o Exílio da Loucura e da Escuridão!

...e me estender enfunado, a barlavento!
Venturoso, dentro do outro, antropofágico
Que se deleita ao me consumir!

Despertado de todo o sono!
Toda inércia!
Toda ausência ancestral e seus medos hesitados!

...a carne consumada ao final da rota!

...calmaria sobre abismos glaciais!

Onde ainda ardendo em chamas
Nossos corpos revisitados por mil amantes
Arrebatados de todos os males
Se Tornarão A Luz no Velador do Mundo!

Iluminando Veredas!
Clarificado Rumos!

- E QUE BONS VENTOS NOS LEVE!
...a vida é breve meu filho

Ao Santuário do Eterno Gozo Gloriabundo!

rm