domingo, 13 de fevereiro de 2011

MARAÚ


A língua lânguida da onda lambe a areia de pele trigueira da praia de piracanga

desenhando raras arraias - montanhas e flores

retalho de colchas para os amores onde se deitam tiêta e josenilton

jorge gangazumba serve laurence das arábias

meus pés de veludo se esfarelam como toda beleza que o sol queima e desgasta

silhueta negra e esguia do belo nativo de Itacaré desponta sólido - empinado,
sinalizando os rochedos de minhas arrebentações

amo as pessoas que passam por mim e acenam

obrigado senhor por me trazer aqui São, Belo e Salvo

vários lábios de mar ainda somam à nossa frente,

à riste, mal vejo o farol de pau pequeno com preservada mata verde pubiana aos fundos

logo mais, em itacaré - aguardo
tudo muito simples e devasso

como quando nos pudermos dar-nos aos beijos e abraços

aproveitando o sol e o vento de cada manhã.

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