quinta-feira, 11 de junho de 2009

Por Último!

" Rui, Que bom saber que você não ficou mudo... E eles não lhe tomaram o corpo... Assim, posso comprar seu livro "MEIOHOMEM" e conhecer a sua poesia.

Hoje revendo documentos antigos, lembrei de você... Aí resolvi pesquisar seu nome na INTERNET e "ecce homo", eis que encontro o homem, ou o meio homem, em toda a sua liberdade, originalidade a autenticidade, vivendo a literatura e da literatura (é possível?!).

Lembrei da primeira vez que lhe vi na aula de Estatística na UFBA, com as pernas cruzadas, o sapato rasgado, as unhas compridas, lendo um livro de poesia em inglês... Eu lhe perguntei as horas e quando você olhou para mim com seus olhos vesgos e esverdeados... eu pensei "ele me lembra Sartre" e acho que me apaixonei.

Lembrei que eu lhe ensinava Estatística e você me mostrava seus poemas, das minhas visitas à sua loja Uivo, dos shows de rock que você promovia na Escola de Economia na Piedade, dos Úteros em Fúria, do gato que você encontrou na rua (naquele seu bar na Graça) e me deu (eu coloquei o nome dele de Balzac)...

Assim, fiquei muito alegre em saber que você conseguiu sair das grades dos condicionamentos burgueses e se tornar o lobo da estepe.

Que você viva plenamente a sua humanidade, que seja sempre luz e sombra, macho e fêmea, que vomite a sua poesia aos berros para que os surdos possam, ao menos, vibrar em ondas profanas e proscritas, mas sempre reveladoras do sagrado poder da livre expressão, dos mistérios e dos símbolos do ritual da vida.

Segue meu conto "A Revelação"

Paz e Bem!"
por Sheyla Guedes

2 comentários:

Marcia Menezes disse...

Rui, que bom que através de Sheyla, possamos conhecer o seu trabalho e assim sabermos por onde vc anda nessa vida!!!!
Parabéns pelo livro!!!!
Estou na torcida para que Sheyla siga o seu exemplo e tb publique os contos dela...
Beijos
PS. Sou amiga de Sheyla e te conheci quando vc deu Balzac a ela...

Ivan Antunes disse...

Óia o cara!
Abraço e paz baiano mais santamarense que já conheci. Um relato desse é digno de guardar a sete-chaves para eternidade.

um abraço, ivan.