sexta-feira, 31 de julho de 2009

Fundação Casa - Literatura e Poesia!

.

31/07/2009
PraLer chega à Paulista e faz jovens mergulharem nos livros
Por Assessoria de Imprensa

Conhecer outros países, outras culturas, saber como o organismo funciona, quais os princípios do Direito, da Política, como se escreve uma palavra e o que ela significa, se emocionar com um final feliz. Tudo isso é possível quando se abre um livro. Os adolescentes da Unidade de Internação Paulista sabem muito bem o que esse gesto significa.


Durante as férias de julho, eles ficaram rodeados de centenas de livros da biblioteca da unidade, que eles ajudaram a organizar e aprenderam as delícias de tornarem-se leitores. Como não existe um leitor sem livros, a Organização Social de Cultura Poiesis, em parceria com a unidade, por intermédio da diretora do programa "São Paulo: um estado de leitores", Egle Amato, inseriu os jovens no projeto “PraLer”, coordenado por Rui Mascarenhas.

A Organização Poeisis Social de Cultura, da Secretaria da Cultura do Estado, ministra casas de cultura do estado de São Paulo, como a Casa das Rosas, Museu da Língua Portuguesa e Casa Guilherme de Almeida, além de coordenar o programa Spel.
.

O órgão auxiliou a unidade na organização do Espaço do Leitor e tornou o que antes era um espaço com livros dispersos em um lugar onde adolescentes e funcionários poderão encontrar qualquer livro com facilidade.

Agora, os livros têm classificação e lugar certo no espaço. Há desde livros de contos e romances a outros sobre Sociologia, Arte e Cultura. Tudo para que não faltem opções a jovens, e também funcionários, na hora de escolher uma publicação. Também há livros sobre Filosofia, Psicologia, Política, Direito, Linguística, além de biografias e outros tantos sobre diferentes assuntos.
E como não existiriam livros sem leitores, além do espaço organizado, a Poiesis ministrou, sob a coordenação de Karen Kipins, com as professoras Lívia Barros e Loreta Russo, oficina que incentivou os jovens da unidade não só à leitura, mas também o gosto pela escrita. A oficina de escrita foi dada a 24 adolescentes nos dias 14, 16, 21 e 23 deste mês.
-
Na oficina, os adolescentes foram incentivados a colocar no papel o que sentiam naquele momento e segundo o setor pedagógico da unidade, essa atividade, além da organização de um espaço dedicado à leitura, despertou nos adolescentes não só a curiosidade de entrar no mundo literário, mas permanecer nele.
.

PraLer - Fundação Casa, Vila Maria

Rivaldo (educador da Fundação Casa), Rui Mascarenhas (coordenador programa PraLer Ampliando Horizontes da Cidadania) e Eduardo Oliveira (nosso grande assessor e conselheiro bibliotecário).

No dia 7 deste, a POIESIS / SPEL - programa São Paulo um Estado de Leitores - levou o PraLer – Ampliando Horizontes da Cidadania para o interior da Fundação Casa, Unidade Paulista, de Vila Maria - antiga FEBEM.


"Antiga" como pude constatar, in loco, por conta do esforço dos educadores mergulhados no trabalho apaixonado de resgate identitário daqueles jovens, buscando parcerias pedagógicas que possam vir a esclarecer e repensar, como um todo - macro, os delitos de nossa sociedade.

E não foi surpresa encontrar o escritor Michel Silva nos corredores daquela unidade atuando com sua oficina de literatura, tampouco o Sérgio Vaz (Cooperifa), na unidade de Franco da Rocha / Abaeté, com Poesia, ou a turma da Poesia na Brasa intinerando com toda a qualidade do seu sarau.

Aquela unidade nada tem haver com exclusão, escola de bandidos ou depósito de marginais.

Nosso projeto se dividiu em duas partes:

Nessa primeira etapa (dias 07, 08 e 13.07), organizamos a Sala de Leitura, onde os livros se encontravam amontoados, sem qualquer lógica de procedimento, dificultando a escolha e o acesso a uma bem-aventurada-possível temática sedutora que possa vir facilitar uma desejada interação livro/leitor local.

1. Sala de Leitura com livros espalhados.

2. Limpamos as prateleiras.

3. Etiquetamos os livros
Dividimos os temas por cores e selecionamos seis etiquetas coloridas “Pimaco” para os seguintes temas:
1. Preta - Infanto-juvenil
2. Dourada - Romance e Policial;
3. Azul escuro - Flosofia / Sociologia / Psicologia / Religão e Auto-ajuda;
4. Verde - Cultura e Arte;
5. Prata - Poesia e Textos Teatrais
6. Amarelo - Tecnologia e Engenharia da computação;
7. Laranja - História / Geografia e Biografia
8. Vermelho - Ciências / Biologia / Quimica / Física / Medicina e Saúde;
9. Azul claro - Direito / Profissão e Política;
10. Branco - Portugûes e Linguística.

...processo em estudo, avaliação e aplicação simultâneos.
-
Etiquetas "pretas": 1. Infanto-juvenil


Nessa etapa trabalhamos com 11 jovens selecionados por terem maior intimidade com o livro. A interação foi muito boa. Nos surpreendemos com o interesse e o resultado obtido - muitos estão apegados ao livro.
-

Para a segunda etapa, que aconteceu nos dias 14, 16, 21 e 23 de julho, realizamos uma Oficina de Escrita coordenada pela Karen Kipnis, com as professoras Lívia Barros e Loreta Russo, com duas horas e meia de duração, cada aula, desta vez beneficiando 24 jovens.
-

Acreditamos que o projeto possa ser multiplicado para todas as unidades da Fundação Casa e outras instituições privadas - e já estamos trabalhando neste sentido.
-
Informo para que possamos somar e agradeço a todos os envolvidos que participam, entregam-se para um mundo melhor.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

"Um teto Para Meu País" organiza atividade com Poesia e Debate na Casa das Rosas


01.08 - Sábado - a partir das 11h
Oficinas de Poesia, Leituras e Debate!

Uma casa de 18 m² de madeira pré-fabricada chamará a atenção de quem passar no dia 1º de agosto pela Casa das Rosas, na Avenida Paulista.

A moradia é a mesma que jovens voluntários da organização latino-americana Um Teto para meu País (UTPMP) erguem para famílias em situação de extrema pobreza em 15 países da América Latina. A intervenção faz parte do lançamento da campanha institucional que se espalhará por toda a cidade e pretende divulgar o trabalho de UTPMP no Brasil.


Um Teto para meu País é uma organização latino-americana sem fins lucrativos, liderada por jovens que procuram melhorar a qualidade de vida das famílias que atualmente vivem em situação de pobreza, por meio da construção de casas emergenciais e de planos de desenvolvimento social.


Será construída uma casa de 18 m², de madeira pré-fabricada, na área do jardim da Casa das Rosas. Dentro dessa casa, serão ministradas oficinas de literatura e poesia com temas relacionados à pobreza. Durante o dia inteiro, estará aberta ao público a exposição de fotos “Encontro de Realidades”, que retrata o desenvolvimento do projeto nas comunidades da Grande São Paulo em que a organização já atuou, além de um debate, às 19h, que discutirá a produção cultural na periferia.
.
Programação:
11h - Apresentação do trabalho da organização
13h (a partir) - Oficinas de literatura e poesia baseada em textos e autores latino-americanos com temas relacionados à pobreza, com:
13h - Ivan Antunes [http://www.otatubola.blogspot.com/ ]
15h - Sacolinha [http://www.sacolagraduado.blogspot.com/]
17h - Wagner Sampaio [www.brasasarau.blogspot.com/]
18h - improvisação de rap e projeção de imagens
19h - Debate: "Construindo na periferia: poesia, literatura e mãos à obra!", sobre a produção cultural da periferia. Com Rui Mascarenhas, poeta e coordenador do projeto Pontos de Poesia e André Ramos, Diretor de Formação e Voluntariado de Um Teto Para Meu País.

Um Teto Para Meu País
R. Heitor Penteado 1480, cj 24
(11) 3675 3287

Local: Casa das Rosas
Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37 - Bela Vista
CEP.: 01311-902 - São Paulo - Brasil
(11) 3285.6986 / 3288.9447
contato.cr@poiesis.org.br

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Site Poesia Hoje - Curtas

.
29/07/2009
Poesia em foco - Pontos de Poesia e mais.

Para acompanhar a agenda de saraus de São Paulo, acesse o blog Pontos de Poesia. Os editores cobrem a poesia paulistana ao vivo. Poderiam usar o Twitter, não é mesmo?

Siga os links Poesia Hoje! e Pontos de Poesia!
.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Homenagem do Rock!


"Eles Estão Entre Nós – Evidências e Artefatos do Rock Baiano. A exposição, sob a curadoria do jornalista Chico Castro Jr., mostra a trajetória do rock baiano. Nela aparecem registros fotográficos de bandas baianas dos últimos 20 anos, além de raridades em publicações, discos de vinil e fitas cassetes expostas. Alameda Luís Gama (3º piso) do Shopping Iguatemi – Av. Tancredo Neves, 148, Caminho das Árvores (3350-5050). Diariamente, das 9h às 22h. Até 19 de julho".

foto da exposição: Sora Maia
.
Rui Mascarenhas, Euler Oliva e Rogério Big Brother, o trio responsável por organizar o Garage Rock Festival Com mais de 10 edições. O Garage revelou boa parte das bandas que surgiram nos anos 90.
.
Foram 12 edições. Uma por ano a partir de 1992. No Garage Rock Festival se apresentaram cerca de 300 bandas, nomes como Pitty (Inkoma, na época), Planet Hemp, Natiruts, Mv Bill, Racionais, Nação Zumbi, Brincando de Deus, Penélope Chamosa, Meiohomem...
.
.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Negra Gizza, Celso Athayde e Mv Bill - Agosto de 2002


Negra Gizza, Celso Athayde e MV Bill, meus convidados para uma apresentação durante a 11ª edição do Garage Rock Festival. Salvador, 22 de agosto de 2002.


Concha Acústica do Teatro Castro Alves, início de uma bela noite. MV Bill e Negra Gizza se preparavam para subir ao palco; nos bastidores, ele e o Celso tramavam o roteiro que estava sendo seguido, debulhando as quebradas soteropolitanas, envolvidos na construção do enredo do livro "Falcão. Meninos do tráfico", lançado em 2006.


Celso Athayde andava com uma câmera pra cima e pra baixo filmando tudo.

Três anos antes, em julho de 1999, levei o Celso Athayde, Kl Jay, Ed Rock e Ice Blue (Racionais), Mano Brown ficou no hotel, num rolê pelas ruas de Salvador. Acredito que o Celso já tramava a construção do livro que foi lançado em 2006.

Dentre muitas quebradas, percorremos juntos as palafitas, no bairro do Uruguay, nos equilibrávamos sobre abismos, visitando amigos que flutuavam à beira da Bahia de Todos os Santos.
.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Diário de Um Nego Ratatáia Que Nunca Morre! dezembro


Ah, Robson Preto da Silva Santo Seco Sovado Solado Desossado Desleixado Anestesiado Desalforriado Desgraçado Desocupado ­Despreocupado ­Danado Contumaz Inadequado Incapaz!

Que Não Tem Nada A Perder Não Tem O Que Perder Não Tem Porquê - Vá Se Fuder!

Tudo Lhe Foi Tirado Extirpado Estropiado Estranhado Estima Não Teve Posses Orgulho Alma Livro De Matemática Nike Iorgute Beijo De Namorada Conselho Atitude - Levante E Lute!

Que Fome Doida De Liberdade! Teto Não Tem Não Tem Endereço Mãe Não Tem Pai Não Lembra Não Tem Mais Idade Não Sente Saudade Sem Compromisso Sem Voto De Castidade Só Por Maldade Arroga Range ­Dissimula Age Com Falsidade!

Vaga De Cidade Em Cidade – Cedo Se Desviou Pelas Veredas Colhendo Os Doces Desassazonados Da Mocidade E Vejam O Quanto é Leviano! O Quanto Gosta De Sacanagem! O Quanto Não Pratica Nossas ­Vontades! O Quanto Em Si Resume Nossas Enfermidades! À Nossa Porta Opaca E Sólida Que Nos Separam: Inevitável Vitamina De Banana ­Completa Com Aveia E Nescau Minha Delicada Coleção De Miniaturas De Louças – ­Juntada Pouco A Pouco – Com Enorme Esforço! – Só Deus Sabe!

Da Cicatriz De Fogo Impressa Nas Carnes Negras Na Lápide Doce De ­Volumosos Lábios Barrocos!

Em Verdade Em Verdade Vos Digo: É Na Vagabundagem Que Aposta! Levanta O Short E Debocha Dá As Costas Rebola A Bunda Roliça Com Bosta Já Gosta! Corrupia E Mente!

sábado, 4 de julho de 2009

Diário de Um Negro Ratatáia Que Nunca Morre! março


E Vai Levando A Vida Por Um Fio A Vida Por Um Instante A Vida Por Uma Fresta Uma Festa Inconseqüente E Ultrajada Depois As Portas Fechadas Às Pressas Lançado No Submundo Das Carnes ­Penadas ­Riscando As Ruas Com Sua Pouca Luz O Mal Iluminado O Aspecto Opaco O Espectro Torto O Afeto Postergado Desterrado! Desestimado! Desconsiderado! Desprivado! Expelido! Limado! Isolado! Recusado! Exilado Do Mínimo Conforto Da Alegria! Do Gozo!

A Contra Gosto Deposto À Solidão Ao Dolo Ao Desprezo Tornando O Passadiço Estreito Ele Estabanado Surdo Caduco – Broco!

Hoje Herdeiro Das Mantas Do Constrangimento E Do Desconsolo Do Outro Que O Empurra – Passa! Estorvo!

Diário de Um Negro Ratatáia Que Nunca Morre! abril


Indigesto De Gestos Desavergonhados E Rudes Ignora Qualquer ­Grandeza Prometida Come Pelas Beiradas O Grude Escuro E Frio E Pastoso Que Já Foi Comida Em Prato Posto Aquecido Na Palma Da Mão De Merda O Composto A Massa Ajuntada Nas Pontas Dos Dedos Mais Negros Sem Oração De Graça Na Raça Destrincha O Saco No Colo No ­Restaurante Da Praça Me Oferece E A Pessoa Que Passa!

A Boca Alarga A Brecha Sem Costume Que Se Avexa Por Devorar Todo O Volume Como Se Fosse O Derradeiro! Na Roda Foi O Primeiro E Não Comeu Com Dentes Brancos Faltam-lhe Quase Todos! Em ­Tantos!

O Sorriso Não Lhe Sai Por Inteiro Vencido Arrancado Ao Sabor Insosso Destemperado Mal Passado Acostumado Ao Aroma Azedo O Amargor No Olhar No Paladar Das Iguarias Encontradas No Supermercado Das Calçadas Na Rua Do Curralhão Do Medo Onde Foi Adotado De ­Estimação Cão Macaco Mico Lixo Indigno De Piedade!